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Brasileiro, de 25 anos, venceu o slalom gigante no esqui alpino

 

Depois de 100 anos, o único país sem neve alcançou um feito inédito neste sábado, 14. Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, venceu o slalom gigante do esqui alpino e garantiu a primeira medalha de ouro da história brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno, resultado que também marca a primeira medalha da América do Sul na competição. O pódio foi completado pelos suíços Marco Odermatt, medalha de prata com 2m25s58, e Loïc Meillard, que ficou com o bronze ao marcar 2m26s17.

 

Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, conhecidos como Milão-Cortina 2026, têm sede na Itália, divididos principalmente entre as cidades de Milão (lombardia) e Cortina d'Ampezzo (nordeste), com eventos ocorrendo de 6 a 22 de fevereiro de 2026

 

Apenas oito países haviam conquistado medalhas no slalom gigante: Áustria, Suíça, Itália, França, Noruega, Estados Unidos, Suécia e Alemanha. Agora, o Brasil se junta a eles, sendo a única nação sem neve a alcançar tal feito.

 

Jejum centenário

 

A mídia mundial prestigiou a vitória do atleta brasileiro nos jogos de inverno, realizados neste ano. A conquista encerra um jejum histórico do Brasil nos Jogos de Inverno e amplia o alcance do país no cenário olímpico. Até então, nenhuma medalha havia sido conquistada por atletas brasileiros ou sul-americanos, em edições de inverno.

 

Nascido na Noruega e filho de mãe brasileira, Lucas optou por defender o Brasil recentemente e, em pouco tempo, transformou a decisão em um marco esportivo. Ele rompeu com a Federação norueguesa, foi em busca do ouro que o consolida como um atleta entre os grandes nomes do esqui alpino mundial e reposiciona o Brasil em uma modalidade tradicionalmente dominada por europeus.

 

Com o hino brasileiro tocando na cerimônia de premiação, o país escreve uma nova página de sua história olímpica, desta vez, também no inverno.


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