Fim da escala 6x1

Será que o Brasil está preparado?

 

Depois de 83 anos, a polêmica está no

ar e deve afetar a economia brasileira

Até que enfim, uma pauta comum, em pleno ano eleitoral, conseguiu reunir governo e oposição no Congresso Nacional para aprovação da PEC que vai alterar a jornada de trabalho no Brasil, passando de 44 horas trabalhadas por semana para 40. Ou seja, o trabalhador vai trabalhar 5 dias (de segunda a quinta-feira) e descansar 2 dias (sábado e domingo). Os contrários a medida dizem que a proposta é eleitoreira e populista. O agro reagiu dizendo que na Argentina a jornada de trabalho aumentou, ao invés de reduzir, e na China a carga trabalhada semanalmente é ainda maior que a do Brasil. 

E você o que acha?

 

A escala 6x1, que prevê seis dias de trabalho para um de descanso, consolidou-se no Brasil a partir da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), assinada por Getúlio Vargas em 1º de maio de 1943. Embora o texto original não explicitasse a escala 6x1, a CLT estabeleceu o limite de 48 horas semanais, e a necessidade de repouso semanal obrigatório (geralmente domingo) consagrando o modelo que é comum no comércio e serviços até hoje. Esse modelo comemora 83 anos em 1º de maio de 2026.

 

O ex-balconista de farmácia, Rick Azevedo, hoje vereador carioca pelo PSOL, deu um grande impulso na demanda e ganhou a mídia nacional quando fez um desabafo no Tik Tok sobre a jornada de trabalho exaustiva do trabalhador brasileiro. Paralelamente, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) apresentou uma PEC em 2019, temporária, sobre o mesmo tema.  O movimento para o fim da escala 6x1 ganhou força com a PEC proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em 2024, impulsionada pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Com toda essa movimentação o Governo Federal enviou um Projeto de Lei em 2026 com urgência para reduzir a jornada semanal, em pleno ano eleitoral.

 

E você, é a favor ou contra o fim da escala 6x1?


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